Acabo de vir de dois dos melhores espectáculos que já vi nesta cidade!
MIDDLE AGE COMEBACK - O tal em que entra o prof que deu o workshop 2-person scene. Hoje foram dois homens e uma convidada a fazer o espectáculo. E eles são mesmo incríveis. Fazem imensas personagens ao longo da peça, e mudam de cena com um ritmo frenético. Prestam muita atenção ao que está a ser feito e dito e na altura certa... pimba! Muda de cena. Acho mesmo que não deixam passar nada ao lado. Numa cena falou-se de um cavalo que matou três crianças. Partiram logo para uma cena com dois polícias a interrogar um cavalo (e depois entrou o advogado equestre). Se alguém referir que há câmaras a observar, na cena seguinte (ou três cenas depois, talvez) lá estão dois tipos a olhar para os televisores. Foi uma viagem alucinante, aqueles rapazes são geniais e aquilo é fruto de 12 anos de trabalho em conjunto.
3033 - Quando eu achava que já tinha comido o prato principal e só ia comer restos, fui surpreendido com este grupo que presenteou o público com uma actuação... perfeita! O público estava louco com eles, do princípio ao fim. Quando aquilo acabou, eu e um colega olhámos um para o outro, com os olhos esbugalhados e um sorriso meio aparvalhado, como se tivéssemos vindo da lua. Aqueles quatro senhores fizeram uma história incrível. A partir da sugestão "bipolar", fizeram uma cena numa loja, onde um rapaz vendia facas. O cliente acaba por se interessar por uma espada samurai e quase faz a compra, mas a bipolaridade do rapaz acaba por correr com o homem para fora da loja. Na cena seguinte, o pai oferece ao filho uma espada e o filho mata o pai (!), que antes de morrer faz alusão a uma "lenda". Depois voltamos à loja, onde o rapaz quase vende a espada (entretanto explica que ela foi usada para matar o 18º rei do Sião), mas as vendas voltam a abortar. * ora aqui está o grande trunfo deste grupo: detectam o jogo da cena e exploram-no. Quando li o Truth in Comedy não percebi muito bem aquela coisa de "dar ao público o que ele quer". E aqui ficou bem claro. Todos nós queríamos voltar a ver o bipolar a estragar a venda, sabíamos que ia acontecer, e mesmo assim partimo-nos a rir quando aconteceu (mais duas vezes). Fórmula: detectar o padrão, procurar o jogo. O padrão é o bipolar que tem ataques de fúria. O jogo é não deixar que ele venda a espada. Pelo menos não antes da terceira tentativa.* Depois fizeram uma cena com o Rei do Sião e os seus guardas. De seguida um Russo (o filho que recebeu a prenda) com uma espada samurai a matar gente a torto e a direito. Compra um bilhete para o Sião e mete-se num avião. O passageiro que está ao lado dele foge (antes que levasse um corte) e há outro actor que toma o seu lugar, dizendo que prefere "ir à frente". Apresenta-se como David Patersen, leva um golpe no peito. Logo a seguir um actor fora de cena faz o seguinte anúncio: "Senhores passageiros, em breve vamos aterrar, com a ajuda indispensável do nosso co-piloto David Patersen, que é o único que sabe aterrar no Sião". Claro que isto deu aso a uma cena delirante. Depois, na recolha de bagagens, o Russo conhece três tipos, um dos quais é guarda do palácio do Rei. Mata os três (atenção, cada vez que ela matava alguém o pessoal adorava, mesmo que fosse a 20ª morte e fosse super previsível), disfarça-se de guarda (cortou a pele ao actor Y e o actor Y vestiu a sua própria pele, passando agora a ser ele o Russo). No fim, uma cena engraçada com o Rei do Sião, que se tenta safar alegando que quem o matar com aquela espada também morre. O Russo mata-o. Cena final: o vendedor de espadas a apresentar a espada samurai a um comprador, com preço mais elevado por ser amaldiçoada.
No final o público estava doido! Eu próprio esta enlouquecido com tanta perfeição.
Vou conseguir comprar 3 vídeos do TJ & Dave. Para a semana o meu professor é um dos elementos do 3033. Vou tentar dar-lhe o toque a ver se consigo uma gravação deste espectáculo memorável, que acredito que esteja no top deles.
Yes Must get.
ResponderEliminarEstou cheio de inveja.
Nuno Q