sábado, 25 de julho de 2009

Improv Musical


Na 6ª-feira o papa-workshops lá foi para o iO, a ver o que lhe saía. E foi óptimo!

1- Workshop POWER CHARACTERS - Pensei que ia ser uma repetição do que já tínhamos dado nas aulas, em termos de técnicas de construção de personagens (através do lado físico), mas não. Foram 3 horas com teoria e prática de personagens a partir da emoção inicial e do contacto visual. Tudo o resto se pode desenrolar a partir da relação entre as emoções das duas personagens em cena. Se fizermos as personagens por fora, vamos estar à procura da acção. Se começarmos por dentro vamos ter a relação, que por sua vez consegue sustentar a cena. Fui várias vezes apontado pelo prof com referências de aspectos positivos de trabalho em cena, o que me deixou um pouco envergonhado, mas obviamente orguhoso. :)

2- Workshop MUSICAL IMPROV - Ora aqui está uma agradável surpresa! Inscrevi-me nisto um pouco a medo, mas não havia razão para isso. O prof foi extraordinário e geriu o tempo de forma a que a aula fosse eficaz (aliás, isso parece ser uma constante aqui no iO). Só sei é que passado três horas estavamos todos a fazer milagres no palco: coros magníficos, cenas improvisadas com duas personagens, que na altura certa faziam entrar a música (tinhamos um pianista) e nós improvisávamos tudo - versos, refrão, andamentos, etc. Os resultados foram espectaculares e todas as cenas foram cativantes (a minha cena era sobre dois irmãos que lamentavam a morte da cadela de estimação - o que levou ao refrão "we will always have Camila"). No parte final da aula fizemos um "Magical", é uma possível abertura para Harold em forma musical e harmoniosa. Muito bonito, parece mesmo magical! Nunca pensei que em tão pouco tempo atingíssemos resultados tão bons. Achei que não íamos passar dos exercícios básicos. Music Improv é mais fácil do que parece e há técnicas que tornam tudo mais seguro. Com mais 10 aulas saíamos dali capazes de conquistar o mundo!

3 - DELTONES - Hoje, Sábado, fui ver o Harold Musical, os Deltones. Antes deles houve Harold feito pelos Mrs. Dad. Foi bastante bom, a abertura foi interessante, as passagens de cenas boas, as entradas para os jogos de grupo foram fluídas e o final conseguiu apanhar os elementos das várias cenas anteriores (é dos grandes trunfo do Harold, realmente. O público vibra cada vez que se consegue fazer associações). Os Deltones: desiludiram-me um pouco, para não dizer bastante. E acho que sei porquê. Já sabia que havia algumas substituições no elenco desta noite e isso reflectiu-se. Dos quatro actores em cena, havia um que andava às aranhas. Via-se que era actor de improv, mas se calhar estava a fazer o primeiro musical, para safar o grupo. Havia pouco "group mind", o que fez com que tudo ficasse colado com cuspo, apesar do esforço de Joe Bill, o mais experiente, em safar a peça. E safou, sim. O público estava satisfeito. Mas eu pensei para mim "ainda bem que não paguei bilhete". Porque os Deltones nos seu melhor, de certeza que são brilhantes e constróem músicas arrebatadoras. É por isso que existem. É que em relação ao que eu vi, tenho a certeza de que as cenas que vi (e fiz) no meu workshop não foram menos interessantes do que as que vi no espectáculo.

3 comentários:

  1. Ó PEDRO!!! Tu ainda ficas por Chicago!!!

    Abraço
    Tochas

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  2. Não fico não. Olha que aqui a vida para os improvisadores é muito dura. Quando eu voltar conto-vos um pouco da realidade...

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  3. Ui... Vamos desmoralizar...?

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