A pedido de muitas famílias, aqui vai a primeira actualização:
Cheguei bem, instalei-me um hostel, tudo bem, etc.
No iO: A princípio estavam os alunos todos para uma lecture da directora. Devo dizer que foi uma sensação estranha. Tudo muito americanos, com um ar muito americano, e ouvia-se muitos "cool, awesome, yeah, etc.". Depois dividiram os alunos em quatro grupos de 15. O meu grupo é jovem, tem vários miúdos na casa dos 20. Tem duas raparigas e um australiano que parece da minha idade. A maior parte deles não são actores profissionais, mas todos já fizeram improv, de uma maneira ou de outra. A minha prof desta semana é uma Kate. Muito boa onda, muito positiva, sempre a realçar o melhor que há nas nossas cenas. Está sempre a puxar para cima. Gostei. Quanto ao grupo, ao longo do dia fui percebendo que funciona bem e que parece não ter panhonhas. As cenas avançam bem e tivémos resultados bastante positivos. Os alunos são todos simpáticos, no seu estilo americano. Almocei com eles, ficámos a conhecer o background uns dos outros. Recebi muitos "cool" e "awesome" quando lhes falei dos Improváveis.
O Australiano consegue ser brilhante na arte do "Yes, and...", uma das regras mais importantes do improv. Em termos de jogos, fizémos Hotspot, Cocktail Party (gosto muito deste.) e cenas a dois que começam numa situação de conflito, mas que não devem descambar em discussão. No fim fizémos um mini-Harold, só para perceber a mecânica. Depois, com tempo, explico isto melhor. Relembro os Improváveis de que devem ler aquelas fotocópias!
Ao fim da tarde fui para a baixa deslubrar-me com a cidade. Devo dizer que é magnífica. O castanho e creme são as cores dominantes, numa saudável harmonia. É muito limpa e tranquila, o trânsito flui lindamente e as pessoas andam na rua com um ar satisfeito, ao contrário de Portugal, onde parece que anda tudo de trombas. Depois falo mais sobre a cidade e mostro algumas fotos. :)
À noite fui ver um espectáculo, o "Armando Diaz Experience". É um long-form improv curioso. Um elenco de 12 actores. Há um que fala sobre a sua vida, pensamentos, memórias, etc - a partir de uma pergunta do público. Depois o elenco representa cenas influenciadas por aquilo que ele contou. Digo influenciadas, porque é mesmo isso. Às vezes podem só pegar num detalhe mínimo e fazer uma cena a partir disso. Depois ele volta, conta mais coisas, o elenco faz mais cenas, etc. Foi muito interessante, mas eu já estava estafado.
Agora vou dormir...
'awesome' dude!
ResponderEliminarKeep up de the feed.
Nuno Q
Comé que é? O "cocktail party" será o anfitrião da festa que recebe convidados, cada um em personagem e termina (tipo dating show) a adivinhar dentro da cena quem é cada um deles? Tu foge dos restaurantes mesmo Restaurantes, porque aí é que se vai a massa toda. Pontinha de inveja de não estar aí... Grande abraço!
ResponderEliminarWow, primeira aula e já fizeste um mini-Harold?!? Vais saír daí um guru do Improv, 'tou a ver... Like awesome, you know. Fiquei curioso com o Armando Diaz, que pena que cá não há disso... AINDA!! Ah pois, porque quando o nosso Petroni trouxer a Boa Nova para terras lusas é que os Improváveis vão partir a loiça toda! Mesmo aqueles de Linda-a-Velha :p
ResponderEliminarDaki a pouco vou ver mais dois shows.
ResponderEliminarExplicação: "Cocktail Party": está nas fotocópias! Mas explico: três grupos de duas pessoas estão numa festa. Cada par tem um tema de conversa (uma palavra). Só se ouve um par de cada vez. A qualquer momento outro par pode assumir o foco (começa a falar e os outros calam-se) e por aí adiante. Aos poucos as conversas começam a ser influenciadas umas pelas outras e há interligações (que podem ser mais óbvias ou menos). Já fazemos isso no triângulo, mas cuidado para não "forçar" a introdução de elementos. A conversa deve parecer credível e natural.
Já estás em maratona de fundo, cool. Ele é aulas, é espectáculos, é convívios, ah valentão, you name it! É sempre a bombar. Awesome dude, yeahhhhhh! Enjoy!
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